Eleger deputados: uma diversão para o brasileiro.

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Que o brasileiro não leva política muito a sério e não faz questão nenhuma de saber da origem e das propostas dos candidatos nós já sabemos. Beleza. Agora, não existe momento onde esse espírito “defecando e locomovendo” (versão sofisticada do popular cagando e andando) do nosso povo se manifeste melhor do que nas eleições legislativas, em especial na escolha dos deputados federais.

Nas eleições majoritárias (para presidente, governadores e prefeitos), pelo fato de existir apenas uma vaga, as opções são mais sérias e o eleitor faz merda do mesmo jeito acaba votando com mais prudência.

Quem assiste um pouco do horário eleitoral gratuito, onde os postulantes às vagas legislativas se apresentam, sabe muito bem o que estou falando. Quase nada ali é sério. Tem de tudo, de tudo mesmo.

E para esse cenário, cabe como uma luva uma análise de mercado: só existe essa oferta (candidatos esquisitos) porque existe demanda (eleitores dispostos a brincar com o voto). Se esses personagens folclóricos e despreparados nunca tivessem sido eleitos, outros não se aventurariam. Mas não só são eleitos, como são campeões de votos que acabam arrastando tantos outros colegas desconhecidos consigo.

E é claro que não são só os deputados celebridades que prejudicam a qualidade do nosso congresso. Eles normalmente atrapalham por não contribuírem com nada mesmo. Mas  nós temos também os bandidos profissionais, os extremistas, os bicheiros, e várias outras categorias que mostram como estamos na mão de gente que não presta.

Aí acontecem situações como a que estamos vendo agora: mais uma vez nossos queridos deputados livrando o presidente Temer de qualquer ameaça de investigação. E aí todo mundo fica puto da vida, né?

Então, meus amigos, se der para não brincar com o voto para deputado e senador ano que vem, o nosso futuro agradece. A formação de casas legislativas fortes e atuantes, com representantes que de fato representam o povo, é tão ou mais importante que a escolha do presidente.

Não votem em branco ou nulo. Não votem no candidato mais engraçado ou naquele que representa o seu time do coração. Reservem meia hora da vida para uma pequena pesquisa. Olhem a história do candidato, vídeos com suas declarações e textos publicados. Vejam se o que ele pensa se encaixa com aquilo que você deseja para o país.

Nós precisamos sacudir o nosso poder legislativo no ano que vem. Sou um forte defensor da reciclagem máxima dos nossos representantes. Hoje, tanto Câmara como Senado forma um apanhado de homens que só pensam no próprio umbigo. São raras as exceções. Precisamos de menos políticos profissionais e de mais gente comum nos representando.

A seguinte frase, supostamente dita por Eça de Queiroz, cabe perfeitamente na nossa realidade: “Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos e pelo mesmo motivo”.

Votem com empenho. Ao contrário do que querem nos vender, pior que tá fica sim.

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